Brasileiros e Brasileiras

Arruda obriga motorista de táxi a andar de roupa social

com 2 comentários

taxiQuem quiser ver um taxista bravo é só pronunciar o nome do governador José Roberto Arruda quando pegar um táxi em Brasília. A categoria reclama que a padronização dos serviços, com o chamado Selo Brasília, os prejudica. Grande parte da mágoa dos motoristas é a obrigação de usar roupa social no calor do Cerrado. Além de obrigar todos os motoristas a colocar um adesivo verde e amarelo, taxista que for flagrado em dias úteis de tênis ou calça jeans ou camiseta é multado.  Mesmo se fizer ponto em porta de supermercado tem que usar camisa de manga comprida e calça de alfaiataria. Os cabelos dos motoristas também devem estar ”limpos e cortados”. Os carros não podem ser de qualquer cor, não. Agora só cinza, branco e prata.  Um motorista que faz ponto no fim da Asa Norte contou ao Brasileiros e Brasileiras que usou o carro para levar um amigo no aeroporto uma noite de quarta-feira. Como não estava trabalhando foi de tênis. Ganhou multa de mais de R$ 200.  Ele pediu ao amigo para enviar os canhotos de embarque para recorrer da multa.

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

16/10/2009 em 22:19

Publicado em Brasília

Um cabo eleitoral e três candidatos

com um comentário

Se a foto acima fosse um "jogo dos sete erros" o que você apontaria de incoerente?

Se a foto acima fosse um "jogo dos sete erros" o que você apontaria de incoerente?

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

14/10/2009 em 16:33

Eleição de Coimbra mostra que falta de simpatia não prejudica candidatos

com 4 comentários

anastaciaemportugal

Direto das eleições autárquicas para a Câmara Municipal de Coimbra, a genial jornalista  Ines Garçoni, comandante do blog Anastácia na Feira, dividiu conosco essas preciosidades.  Na primeira foto, a querida Ines posa ao lado do assustador cartaz dos já reeleitos Carlos Encarnação e Palmira Pedro. Longe de nós questionar a falta de beleza dos candidatos, mas a montagem da peça é de arrepiar. A cabeça de Palmira foi ampliada em proporção maior que a de Encarnação e o recorde da foto parece ter sido feito por algum neto da candidata que ainda aprende a brincar no photoshop. A aura branca também fruto do recorte digital amador que envolve Encarnação dá um ar de filme de terror ao candidato que já tem um sobrenome sugestivo. O fato é que os dois venceram. Não sei se valeria o mesmo para o Brasil, mas em Coimbra os eleitores não ligam muito para imagem, não.  O outro achado de Ines Garçoni mostra como nossa Direita não está tão à direita como dizem. “A família tem por objectivo a procriação”, bradam os direitistas portugueses para desespero da Juventude Socialista.  O jornalismo brasileiro já sente falta de Ines Garçoni. Ela  deixou essas terras para fazer mestrado em Coimbra.  Enquanto a mestre não volta esperamos ter sempre essa visão garçoniana da política e da cultura de Portugal.

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

12/10/2009 em 19:53

Publicado em Extra pauta

Elio Gaspari resume escândalo do Enem

fazer um comentário »

Protejam o Enem-2010 do educateca inepto

“EDUCATECA é o sujeito que toma decisões relacionadas com a vida dos estudantes, manda alguém cuidar do assunto e vai para casa jantar. Por exemplo: um educateca achou que devia mudar o nome da velha e boa prova de português e inventou que ela se chamaria “teste de linguagens, códigos e suas tecnologias”. Assim se chamava a prova mostrada à repórter Renata Cafardo. Em geral, o educateca acumula o justo orgulho por seus títulos e um sacrossanto horror a dar aula.
Os delinquentes prestaram um serviço ao MEC. A prova vazou a tempo de permitir o cancelamento do exame. Se tivesse vazado depois, o desastre seria maior. Estudado com atenção, o processo de remessa das provas aos locais dos exames tinha outras vulnerabilidades. Os educatecas tiveram uma ideia grandiosa, terceirizaram o serviço e foram jantar.
O primeiro sinal de que se caminhava para uma armadilha acendeu-se quando a burocracia do Inep sustentou que, por falta de tempo, não poderia oferecer dois exames aos estudantes. Esse mimo ficaria para 2010. Quando se tratou de apressar o projeto desprezando o interesse da garotada, exerceram seus superpoderes. Quando se tratou de rolar na lama para garantir a segurança da prova, prevaleceu o ócio. Para a garotada, sobrou a redução das opções de curso de 5 para 3.
Se os educatecas não atrapalharem, o exame do próximo ano poderá ser feito on-line, como as melhores provas do gênero pelo mundo afora.
O Enem poderá ser aplicado em vários dias, com questões estocadas num banco de perguntas, transmitidas aos candidatos de acordo com um processo de seleção aleatória. A prova do sábado será uma, a do domingo, outra.
Esse sistema permite que o MEC ofereça dois ou três exames por ano, dando ao estudante a oportunidade de mandar a melhor nota às universidades.
Fica uma pergunta: haverá terminais para todos os candidatos? Como o exame pode se estender por dez dias esse problema é menor do que parece. Sua solução exige um tipo de trabalho que não pode ser passado adiante”.

Por Elio Gaspari, publicado na Folha de S. Paulo deste domingo.

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

11/10/2009 em 10:40

Publicado em Brasil

Vazamento de prova pode ter viés político

fazer um comentário »

Integrantes do Ministério da Educação tentam refazer os passos da tentativa criminosa de venda da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a uma repórter do Estado de S. Paulo. A equipe acha muito estranho depois de 11 anos de Enem algum a prova vazar justamente no ano que a avaliação compreenderia grande número de universidades federais e daria um grande passo para substituir de vez os vestibulares. Também chama a atenção da equipe os criminosos tentarem vender a prova para dois veículos de comunicação. A prova também foi oferecida ao Portal R7, da Record. Em ano pré-eleitoral, a fraude pode macular a imagem do ministro Fernando Haddad, possível candidato ao Senado por São Paulo.

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

01/10/2009 em 22:46

Publicado em Extra pauta

Heráclito diz que Mercadante foi “pombo-correio” na revolução e que Simon tem um decibel a menos em relação a Collor

fazer um comentário »

Heráclito Fortes (DEM-PE)  e Pedro Simon (PMDB-RS) estavam impagáveis na sessão de hoje (1º) da Comissão de Comércio Exterior, no Senado. No fim da reunião, Heráclito arrancou gargalhadas de todas ao encarnar no senador Aloísio Mercadante (PT-SP), que nem estava presente na salar:
 
- Ele tinha nove anos e participou ativamente da revolução de 64. Foi pombo-correio da revolução – brincou Heráclito.
 
Inspirado, o senador do DEM ainda provocou Simon. Disse que o gaúcho teria “um decibel” a menos que o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL)
 
- O Simon cometeu o mesmo erro que o Collor, ouviu informação errada na rua e veio. Collor foi injusto com Vossa Excelência, foi truculento. Vossa Excelência, que tem um decibel a menos, não foi tão enfático, mas também ouviu informação errada – disse, referindo-se às críticas do peemedebista ao relatório de Tasso Jereissatti (PSDB-CE) que negou a entrada da Venezuela no Mercosul.
 
O gaúcho não gostou da referência e disparou:
 
- Eu fico emocionado com a comparação de Vossa Excelência – disse, acabando com a formalidade da reunião.

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

01/10/2009 em 22:41

Publicado em Congresso

Eu não vou te dar esse lide…

fazer um comentário »

E não deu, mesmo. O presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli deve ter passado por extenso media training. Está afiado. Fala durante três horas e não diz nada. Responde perguntas polêmicas com paz de espírito budista e agora mete-se a editor e desarma a imprensa com seus próprios jargões:

- Eu não vou te dar esse lide – respondeu a uma repórter, arrancando gargalhadas de todos.

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

29/09/2009 em 20:58

Publicado em Mídia

O deputado Bernardo Ariston também se lixa

com um comentário

Falou em royalties de petróleo e a bancada do Rio se une. Em audiência com o presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli o carioquês era o sotaque predominante . O deputado Bernardo Ariston (PMDB-RJ) deveria comandar a sessão com o ilustre convidado. Na pauta de discussão: royalties do petróleo e toda preocupação do Rio em não perder posição de destaque na divisão do bolo. O peemedebista, no entanto, não apareceu na Câmara. O deputado Nelson Bornier (PMDB-RJ), muito sem graça, desculpou-se pelo colega. Solange Amaral (DEM-RJ), no entanto, defendeu aguerrida o estado. Quase arrumou briga com os gaúchos:

- Foi Deus que botou lá – respondeu Solange reafirmando que o petróleo é.. do Rio.

-Mas aquele lugar é do Brasil, não é de Copacabana – retrucou o deputado José Guimarães (PT-CE).

Maioria numérica, mas contando apenas com Solange para defender a supremacia fluminense, os deputados do Rio ainda tiveram que ouvir:

- O Rio de Janeiro pensa que a parte do rei é do Rio, porque royalties vem de rei – provocou o deputado Fernando Marroni (PT-RS), deixando Solange vermelha de raiva.

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

29/09/2009 em 20:54

Publicado em Congresso

A estratégia de Sarney

fazer um comentário »

A declaração do presidente do Senado José Sarney questionando matéria do Executivo sobre taxação da poupança surpreendeu muitos parlamentares. Alguns interpretaram o gesto como sinal do presidente do Senado para o governo, cobrando apoio da base em momento que o peemedebista tenta se desvencilhar da avalanche de denúncias que enfrenta há seis meses. O fogo amigo de Sarney também incluiu declaração polêmica sobre o suposto uso político da Embaixada Brasileira em Honduras pelo presidente deposto Manuel Zelaia. “Há um certo exagero em transformar a embaixada em comitê político. Esse abuso não é bom para o Brasil e nem para Manuel Zelaya. A embaixada brasileira tem que zelar pelas leis que determinam a não intervenção nos assuntos internos dos países”. Nos bastidores do Senado afirma-se que Sarney não está descontente com o governo, mas adota a tática de pronunciar-se sobre outros assuntos polêmicos para desviar o foco e frequentar o noticiário como comentarista e não no papel de notícia.

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

28/09/2009 em 19:50

O trem do Arruda

fazer um comentário »

VLT em frente ao Pátio Brasil O VLT de Brasília está longe de virar realidade, mas 2010 está perto e o governador do Distrito Federal José Roberto Arruda instalou o trem no Centro Comercial Sul de Brasília para refrescar a memória do eleitor que ainda não se decidiu pela continuidade ou renovação. O trem, sem trilhos, mas devidamente instalado em uma espécie de stand gigante em frente ao Pátio Brasil, shopping de maior circulação da capital, rouba as atenções e deixado a paisagem de Brasília ainda mais insólita. Representantes de sindicatos aproveitaram a ironia da situação e estenderam uma faixa no edifício vizinho ao Pátio, perto do stand do VLT, questionando o governador: “O trem está bonito, e a Saúde no DF?’. Arruda já avisou que vai inaugurar os seis primeiros quilômetros do VLT em setembro do próximo ano, se a Justiça Eleitoral não chiar.

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

26/09/2009 em 0:06

Publicado em Brasília

Governo vai modificar legislação para obrigar médicos a prestar Serviço Militar

fazer um comentário »

O presidente Lula enviou  mensagem ao Congresso solicitando mudanças na legislação que trata do Serviço Militar. A pedido do ministro da Defesa, Nelson Jobim, o projeto do Executivo modifica trechos dúbios da lei que permitiam que estudantes de Medicina, Farmácia, Odontologia e Veterinária escapassem do Serviço Militar depois da formatura. Com a adequação da lei, os formandos da área médica não conseguirão mais obter na Justiça manutenção da “dispensa ou adiamento” adquirido à época do alistamento. “As alterações permitirão a plena aplicação da legislação evitando a interposição de ações judiciais que tenham por objetivo a liberação de médicos, farmacêuticos e dentistas da prestação do Serviço Militar inicial obrigatório”, argumenta Jobim em documento encaminhado ao presidente. Os formandos também deverão procurar unidade militar para “revalidar” o Certificado de Dispensa de Incorporação e só neste momento saberão se deverão prestar o Serviço Militar ou se terão a liberação ratificada. Jobim defende a utilização dos formandos em áreas pobres e com rede de Saúde deficitária. ”Essa iniciativa decorre da demanda existente em especial na realização de ações subsidiárias de assistência saúde pelas Forças Armadas em áreas do interior do País e em comunidades pobres das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte”, fecha Jobim. 

mensagemlula

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

22/09/2009 em 22:30

Publicado em Brasil

Correio Braziliense distribui jornal de graça

fazer um comentário »

Foto-0016 Estratégia de divulgação ou frente de ataque para sair bem no IVC (Índice Verificador de Circulação)? Fica aqui a pergunta, mas o fato é que todos os transeuntes da Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília, estavam com um exemplar do Correio Braziliense embaixo do braço sábado. Grandes pilhas do jornal eram distribuídas na entrada das escadas rolantes. Até mesmo os moradores de rua aceitavam o exemplar do dia para conferir as notícias que os interessava. O interessante é que grande parte do público que usa a rodoviária não tem perfil de leitor do Correio, jornal voltado para os moradores do Plano e não das cidades satélites, mesmo assim, ninguém recusava o impresso.  Prova que as pessoas têm interesse, mas pensam duas vezes antes de comprar um jornal que custa o preço de uma passagem de ônibus. Mas voltando ao IVC – índice que mede o lastro dos jornais e serve de parâmetro para a precificação da publicidade a ser anunciada nos veículos e mede a musculatura das empresas de comunicação - a distribuição de jornais tem se tornado mais frequente.  O jornal O Globo, por exemplo, distribui exemplares do dia em ônibus interestaduais.  Resta saber, estratégia de divulgação ou uma frente pró-IVC?

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

22/09/2009 em 12:20

Publicado em Mídia

Em Brasília ou Anápolis, Meirelles é o cara

fazer um comentário »

O posto de “o cara” em Brasília, no momento, é ocupado pelo presidente do Banco Central Henrique Meirelles. Assediado por cinco partidos – PP, PR, PMDB, PTB e PT - Meirelles  é tratado no Cerrado como futuro governador de Goiás. De acordo com o cientista político David Fleisher, Lula tenta segurar o goiano no PT. Durante visita do presidente a Anápolis, terra natal de Meirelles, o chefe do BC recebeu mais mimos e atenções que Lula. Henrique Meirelles tem até o dia 2 de outubro para escolher em qual das cinco legendas passará os próximos quatro anos.

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

17/09/2009 em 21:49

Para o Senado ou Palácio das Laranjeiras, Lindberg Farias vai é com Duda Mendonça

com um comentário

lindbergO prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Farias (PT-RJ) tem se preparado para 2010. No Congresso, muitos apostam que o petista está é fazendo o governador Sérgio Cabral (PMDB) de escada para gerar um disse-me-disse em meio a vaias tecnicamente armadas e discurso forte sobre o desejo de concorrer ao governo. Lindberg quer mesmo é o Senado, dizem, e aproveita os ombros do governador para ganhar algum espaço no noticiário e se cacifar entre o eleitorado da capital insatisfeito com a gestão Cabral. De olho na consolidação de uma imagem menos regional, Lindberg teria contratado o publicitário Duda Mendonça para cuidar do case.  Lula, gaiato que só, fica quieto vendo o circo pegar fogo. Lindberg é seu menino e o presidente já percebeu que o PT carece de nomes com personalidade e apelo popular. O paraibano de Nova Iguaçu sabe, a exemplo de Lula, falar para os mais pobres – calcanhar de Aquiles da ministra Dilma Rousseff –  e ainda tem a cartada de se sair bem entre o eleitorado feminino, pois ostenta imagem de  jovem, bonito e descolado, aos moldes Aécio Neves (PSDB). Saindo-se bem no Senado, Lindberg pode se tornar o grande nome nacional para disputas majoritárias no PT, vide a Presidência.

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

06/09/2009 em 20:20

Vaias traumatizaram Cabral

fazer um comentário »

De tanto levar vaias em eventos públicos no Rio, o governador Sérgio Cabral (PMDB) tem agido como gato escaldado. Depois da cerimônia do PAC do Saneamento no Itamaraty, Cabral descia as escadas enquanto um dos integrantes da sua comitiva conversava descontraidamente. Falavam da festa de Barretos, quando o deputado Antônio Palocci foi vaiado pelo público do rodeio. Ao ouvir a palavra “vaia” e “vaiado” o governador interrompeu conversa que mantinha com a imprensa e virou-se rápido para trás querendo saber quem supostamente o ironizava.

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

06/09/2009 em 19:59

O corneteiro de Médici

com um comentário

elyChover em Brasília no mês de setembro é milagre de Deus. “Pois então você verá um milagre”, cravou o taxista. Sim, chovia. “É muito raro isso acontecer, lembro que sempre tocava para o general Médici no Sete de Setembro e tinha que levar uma flanela dentro do uniforme, para lustrar aquela prataria toda, sempre subia poeira da seca e eu não podia deixar o uniforme sujo, pois eu tinha que ficar bonito para tocar para o general”, revive. Ely de Matos se orgulha de ter sido corneteiro por oito anos da Guarda Presidencial. “Oito anos, onze meses e oito dias, comportamento ótimo, faltando 22 dias para excepcional, não tendo sofrido nenhuma repreensão no referido período, assinado coronel José Moretti, comandante da Guarda Presidencial”. Tocava para muitas autoridades. Lista representantes de Estado de vários países, mas era para Médici que estufava o peito e tirava o melhor som de sua corneta para deixar contente o general. “Ele gostava muito de mim. Dizia que eu era o melhor corneteiro, que eu me esforçava. Pena que não colocaram isso na minha ficha. Oito anos, onze meses e oito dias, comportamento ótimo, faltando 22 dias para excepcional, não tendo sofrido nenhuma repreensão no referido período, assinado coronel José Moretti, comandante da Guarda Presidencial”.

Doce como só um capixaba de Mimoso do Sul consegue ser, o corneteiro saiu da guarda e decidiu entrar para a polícia. “Eu decidi ser polícia. Larguei a corneta e fui correr atrás de bandido. Mas olha, eu nunca matei nem bati em ninguém. Só queria entrar pra polícia para ser polícia”. Não demorou, foi continuar o ofício de músico. Músico da polícia.  Aos sessenta anos, Ely percebeu que não bastava entrar para a polícia para ser polícia e agora faz ponto com seu táxi azul no Conjunto Nacional. Gosta das brincadeiras dos colegas que o chamam de “primo do Obama”, amparados na semelhança de Ely, registrada quando tinha  20 e poucos anos, e o presidente americano. O corneteiro de Médici adora fotos. Anda com um grande álbum na mala do táxi e guarda a enorme família na memória do celular. “Olha como era ela, tá assim agora. Continua bonita, ne?”, derrete-se mostrando a foto da mulher com quem é casado há 38 anos e tem cinco filhos e muitos netos.

De vez em quando, a Presidência convida Ely para participar do Sete de Setembro. Carrega uma bandeira junto à comitiva da guarda. Este ano não vai participar. “Vou trabalhar… Mas também eu não posso, me emociono muito com o Sete de Setembro. Não consigo ver o desfile sem chorar”, e chora… “Sabe aquela bandeira grande que tem perto da Praça dos Três Poderes? Eu toquei lá, em 19 de setembro de 1972, se não me engano, quando ela foi colocada lá. Um dia levei uma passageira e contei isso a ela e ela chorou. Oito anos, onze meses e oito dias, comportamento ótimo, faltando 22 dias para excepcional, não tendo sofrido nenhuma repreensão no referido período, assinado coronel José Moretti, comandante da Guarda Presidencial”".

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

06/09/2009 em 19:41

Publicado em Brasília

Caiu na rede é… Migrante Digital

fazer um comentário »

A internet mostra que nem só de impresso vive o homem. Até mesmo os leitores mais tradicionais, que conservaram por anos o hábito de sujar os dedos de tinta durante o café da manhã, sucumbiram às notícias na rede. E é isso. O Brasil tem agora uma legião de migrantes. Migrantes digitais. Atenta à isso, a experiente jornalista Guta Nascimento criou um blog para debater sobre esse êxodo.  O Migrante Digital produz uma interessante abordagem do primeiro contato de jornalistas com a internet. A última coluna de Guta traz o brilhante jornalista e amigo do blog Miguel Arcanjo Prado.

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

01/09/2009 em 12:19

Publicado em Mídia

Brasilienses pretendem transformar o 7 de Setembro em um grande “fora Sarney”

com 3 comentários

O 7 de Setembro em Brasília promete transformar-se em uma saia-justa para o presidente Lula e aliados que atuam na defesa do presidente do Senado José Sarney. Uma grande convocação está sendo feita pela cidade alertando os cidadãos que sempre acompanham a cerimônica da Independência para protestarem contra a permanência de Sarney no cargo. A conferir.

 

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

30/08/2009 em 22:14

Publicado em Brasília

Cantora Vanusa maltrata o Hino Nacional na Assembléia Legislativa de São Paulo

com 4 comentários

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

30/08/2009 em 22:02

Publicado em Brasil

Setenta lições de jornalismo

fazer um comentário »

 

Por Miguel Arcanjo Prado*

 

robertohiraoUm dos meus grandes orgulhos nessa carreira chamada jornalismo, na qual estou há sei anos, é ter trabalhado na mesma redação que Roberto Hirao, em meus oito meses no jornal Agora São Paulo, do Grupo Folha, entre outubro de 2008 e junho de 2009.

Tenho uma baita satisfação em dizer que tomei vários cafés com o Hirao na cantina do 10º andar do famigerado prédio da Folha de S.Paulo, na alameda Barão de Limeira, e que fui um dos privilegiados em conferir as primeiras provas do livro “70 Lições de Jornalismo” (Publifolha, 216 pgs., R$ 29,90), que ele lança neste sábado, às 11h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

O livro é bem simples e direto. Traz 70 colunas que Hirao publicou na Folha da Tarde, nos tempos em que foi ombudsman da publicação já extinta. Cada observação é mais do que preciosa. É um verdadeiro tratado sobre o jornalismo diário, sobre a verdade que cada repórter, editor e redator deve buscar para seu leitor.

O livro do Hirao não deixa de ser também testemunha de uma época importante de nosso país. Ele fala de Collor, de obras públicas na cidade e até do tetracampeonato da nossa seleção canarinho, na Copa de 94. Hirao é sábio na simplicidade de seu texto. Como ele é no dia a dia, coisa que muitos bons jornalistas desse país puderam conferir de perto. Como eu fiz.

Ah, para quem está por fora de quem é Roberto Hirao, aí vão algumas informações básicas: ele começou a carreira no extinto Última Hora. Em 1973, assumiu a editoria de cidades da Folha de S.Paulo. Na Folha da Tarde, foi editor e ombudsman. Atualmente, dá expediente diário como editor da primeira página do jornal Agora São Paulo.

 

*Miguel Arcanjo Prado é repórter do grupo Record de comunicação, já passou pela Folha Online, Agora São Paulo, Grupo Abril, TV Globo e gentilmente colabora com o Brasileiros e Brasileiras.

Escrito por Brasileiros e Brasileiras

28/08/2009 em 19:41

Publicado em Mídia